terça-feira, março 19, 2013
segunda-feira, março 11, 2013
Estar com você
Estar com
você
é estar em queda livre
queda livre intensa
num penhasco conhecido e viciante.
Estar com você
é intenso como a chama que arde
em minha pele quando estou longe
dos meus sentidos e razões
Estar com você
é como sentir todas as dores do mundo
é estar anestesiado
é estar protegido
Estar com você
é único, é rápido, é ligeiro
como a palavra que cura
a palavra que livra
a palavra que vibra
é estar com você.
William Lopes
-------- Meu amor, fez pra mim, só pra mim... Muito lindo!!
Te amo de mais, meu William.
Juliene Tesch
@JulieneTesch
segunda-feira, março 04, 2013
Presságio
O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa – 24/04/1928
segunda-feira, fevereiro 25, 2013
Os Beijos
O primeiro beijo, lembro-me bem.
Eu sentei
ao seu lado
E no
momento adequado
Eu
beijei-te um beijo acanhado.
O segundo
beijo, lembro-me também.
Você
sentindo-se menos envergonhado
Deu-me a
resposta do beijo acanhado:
Um beijo
bem beijado.
O terceiro
em diante, eu os marco além.
Além de
assinalados,
São beijos
apaixonados
São beijos
acariciados,
Beijos
amados, agitados, arrebatados,
Beijos
assanhados, humorados, julgados,
Beijos
fraseados, rosados, sem pecados.
Poderia
passar dias e noites empregando adjetivos para um beijo que tem... [humm]
São
beijos, você sabe meu bem.
Juliene
Tesch
@JulieneTesch
domingo, fevereiro 17, 2013
Muito gracinha...
Do you remember all the city lights on the water
You saw me start to believe for the first time
You made a rebel of a careless man's careful daughter
You are the best thing that's ever been "mine"
Um ano que nos conhecemos, um ano do nosso primeiro beijo, um ano de nós dois juntos. Agradeço a Deus todos os dias por ter continuado a conversar com você virtualmente, pois várias vezes pensei em desistir, porque estava quase acreditando que só estava afim de conversas* e não de me conhecer realmente. Agradeço a Deus por ter acreditado em você e não nos meus pensamentos que estavam magoados e confusos (com fatos que depois de ter te conhecido, viraram definitivamente passado). Agradeço a você que demorou, mas chegou na minha vida. Agradeço a Deus por ter sido você meu primeiro namorado, lindo, romântico, amoroso, carinhoso, simpático e um monte mais.
Eu gostei de você pelo que dizia e agora mais do que nunca eu te amo do jeito que você é.
Eu gosto de fazer carinho no seu rosto, mexer no seu cabelo, apoiar minha cabeça em seus braços. Eu gosto do jeito que você me olha, do seu abraço, do seu carinho. Eu gosto de você porque você me faz bem, me faz sentir-se mais feliz. Porque quando estou com você é como se tudo fosse mesmo uma gracinha. Eu gosto do seu Bom dia muito gracinha, eu gosto das suas implicâncias, eu goxto di voxe!
Eu te amo muito meu Príncipe William.
Eu te amo William Loureiro Lopes Scarpini.
Eu te amo William Lopes.
Eu te amo William Lopes.
*Conversas: Pergunte-me o verdadeiro significado da palavra que usei para simbolizar o que eu realmente pensava.
Juliene Tesch
@JulieneTesch
segunda-feira, fevereiro 11, 2013
Lágrimas
lágrima
(latim lacrima, -ae)
Juliene Tesch
@JulieneTesch
(latim lacrima, -ae)
s. f.
1. Gota líquida que sai dos olhos, por efeito físico ou por causa moral.
Ainda sinto
a ardência do choro de
ontem. Não sei por que, mas eu chorei. Chorei talvez por pensar de mais.
Eu não sei mais o
que faço para parar de pensar só em uma coisa. Não gosto de ter turbilhões de
pensamentos. Eles me confundem e me magoam. Eu não quero me magoar, quero crer no
que vejo, no que você fala, no que sinto, no que posso tocar, no que posso
apreciar. Quero ter Fé em você.
Minhas lágrimas não
cessam, porém neste exato momento, pareço não estar chorando, mas meus olhos
ardem como a noite anterior a qual chorei tanto. Não sei mais por que choro.
Eu quero chorar,
mas não posso agora.
Estou frágil,
calada, não sei por quê.
Talvez seja falta de você.
Juliene Tesch
@JulieneTesch
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
Soneto de Fidelidade - Vinicius de Moraes (...)
(...) E da minha fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(FIM)
(MINHA CONTINUAÇÃO)
(...)
Que dure para sempre...
Amém.
Soneto
de Fidelidade
Vinicius de Moraes
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(MINHA CONTINUAÇÃO)
(...)
Que dure para sempre...
Amém.
segunda-feira, janeiro 28, 2013
Também "Quero"
Li e escrevi para você, meu amado.
Escrevi
versos de Andrade,
o
alienado.
Alguns
versos dramáticos,
outros
bem humorados.
Nós
rimos e achamos graça de tudo,
mas
você entendeu o recado?
Juliene Tesch
@JulieneTesch
Quero
Quero que
todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao dizer: Eu te amo,
dementes
apagas
teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de ama-me,
que nunca me amaste antes.
Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.
Carlos
Drumond de Andrade
segunda-feira, janeiro 21, 2013
Quintana
Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
Mário Quintana (Prosa e Verso, 1978)
domingo, janeiro 13, 2013
Dois fora do foco - Vergonha ou timidez?
“Não há que ter vergonha de preferir a felicidade. Não é nenhuma vergonha ser-se feliz; vergonhoso é ser feliz sozinho.” Albert Camus
A __ É, eu pensava que era de mim.
E __ Não, não era de você.
A __ Mas, ainda não consegui entender o fato de pelo menos não ter me falado que não queria fazer aquilo naquela hora.
E __ Eu já te falei que fiquei com vergonha. Poxa!
A __ Desculpa, não fique bravo comigo.
E __ Tá!
A __ Tá?
E __ Tá!
A __ Está bravo comigo.
E __ Não, não estou.
A __ Não consigo mais continuar esta conversa.
E __ Tudo bem.
Então, por que naquele dia ele disse à ela que era por falta de tempo e que estava sem os recursos para confirmar a solicitação?
Ela também era tímida e não queria ser direta no assunto. Estava querendo uma confirmação do que estava acontecendo e o que seria do futuro deles por meio daquela solicitação.
E __ Desculpa.
A __ Por que?__ Pensando um pouco. __ Alias, eu sei. Não precisa me pedir desculpas. Somos dois iniciantes nisso. Eu também errei.
E __ Você me desculpou?
A __ Sim. Você também me desculpa?
E __ Sim.
A __ Por que me deixou assim?
E __ Assim como?
A __ Deixa...
E __ Agora fala! Quero saber!
A __ Eu fiquei sem saber o que iria acontecer dali para frente. Fiquei pensando um monte de bobagens, fiquei triste e não mais feliz pelo que tinha acontecido, fiquei arrependida porque você não deu nenhum sinal. Talvez eu fiquei brava com você mesmo. Mas não foi eu quem cobrei você. E nem mostrei para quem te cobrou que estava triste por causa disso. Foi percepção dela mesmo
E __ Entendi. Me desculpa por isso. Eu só quero te fazer feliz.
A conversa acabou. Tudo se resolveu sem que isto acontecesse.
“Se você já construiu castelos no ar, não tenha vergonha deles. Estão onde devem estar. Agora, dê-lhes alicerces.” Henry David Thoreau
JulieneTesch
@JulieneTesch
Mais sobre a vergonha: Os meus motivos do medo da vergonha
quinta-feira, janeiro 03, 2013
segunda-feira, dezembro 31, 2012
2012
2012 está indo embora (o ano do amor pra muita gente ♥
own...)
Cheio de coisas, momentos, emoções,
sentimentos. Foi o ano que talvez eu tenha aprendido a sentir as emoções mesmo
que por momentos por espaços de tempo curtos, foi o ano que eu tive muito mais
que reencontros eu tive a sensação de saudade em períodos longos, sensação de
matar a saudade que revigorava tanto.
Obrigada 2012!
Ps: Cade o fim do mundo? Não que eu queira ele.. Não! É que foi um falatório, fizeram até filme. E nem que eu acreditei.. Não!
terça-feira, dezembro 25, 2012
Especial de Natal
“Há mais, muito mais, para o Natal do que luz de vela e alegria; É o espírito de doce amizade que brilha todo o ano. É consideração e bondade, é a esperança renascida novamente, para paz, para entendimento, e para benevolência dos homens."
A era do consumismo invadiu e expulsou o espirito verdadeiro do Natal. Pff!! Como se realmente isso importasse de verdade para os sentimentos humanos, como se isso revelasse o que é amor, o que é paz, o que é bondade.
O verdadeiro Natal quero que exista em mim neste ano de 2012. Quero presentear sim, quero dar coisas materiais, porém, além desse bom agrado, lembrar que Deus está presente, quero que renove suas esperanças, seus desejos de paz, alegria e prosperidade.
Feliz Natal
♥
Juliene Tesch
@JulieneTesch
domingo, dezembro 23, 2012
Por traz do Foco
explicar | v.
tr. | v. pron.
v. tr.
1. Interpretar.
2. Exprimir, significar.
v. pron.
3. Falar com clareza.
4. Tornar claro e evidente.
5. Exprimir-se.
Uma história bem contada, bem falada, bem escrita, sem censuras, sem medos, mas com devaneios - Estas me atraem, me seduz me tira e traz novamente o foco.
O que
há nas palavras para me conter ou me explodir com as emoções e sensações que
insistem em me rodear, quando eu não sei explicar o que quero passar? O
sentimento vazio, o sentimento foge e retorna como fogo em brasa. Eu realmente
não sei explicar.
O que
sei explicar é o que sei, sem pé nem cabeça, sem braços e dedos. Mas tem
coração e cérebro. Não é mecânico, não
é óptico, é sensível e não sente. É um sonho sem imagens, é pesadelo sem medo,
é dúvida sem pergunta, é música sem canção.
Não
sei contar história, sei contar o que eu sei, ensinar o que eu sei. Você sabe o
que eu sei?
O que
há nas palavras que fogem, mas voltam? A inspiração traz as palavras de volta e
dai a história surge e pode ser bem contada, falada e escrita sem censuras, sem
medos, com devaneios.
Juliene Tesch
@JulieneTesch
terça-feira, dezembro 18, 2012
E agora, José?
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, proptesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você consasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, proptesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você consasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
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