Mostrando postagens com marcador crônica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crônica. Mostrar todas as postagens

domingo, abril 14, 2013

Realizar-se

Vivemos à espera de momentos felizes, mesmo que por algum motivo você passe por algumas turbulências ou quando parece estar tudo normal. Mas estamos vivendo ao ritmo do dinheiro, o qual o curso que você escolhe para seguir uma carreira ao longo de sua vida na maioria das vezes é simplesmente aquele que dá mais dinheiro, ou aquele que pode te dar uma profissão o mais rápido possível para te dar dinheiro.

Pensa... Se tudo na vida fosse só dinheiro?
Se tudo o que você quer fosse só comprar?

Quando paro para pensar que deixei de fazer o curso que pensava em fazer para continuar a entender do que gosto... Quando paro pra pensar, quanto tempo eu perdi pensando que se eu escolhesse o curso que faço para crescer dentro da empresa onde atuo... Fico amargurada, fico estranha, me sinto menosprezada. Não foi à toa que escolhi fazer o curso que estou terminando, foi pensando em crescer profissionalmente. Na verdade quando comecei a fazer este curso não sabia o que eu queria ser realmente. Eu sabia do que eu gostava, mas não sabia o que eu seria ou queria ser. Só que escolhi por pensar que fosse algo bom pra empresa e não pensei em mim.

Se é para eu me realizar, escolherei fazer uma coisa daqui alguns meses, mas uma coisa que talvez poucos que trabalham comigo compreendessem. Pois é a coisa que eu gosto, é a coisa a qual me identifico, ou é a coisa a qual sei que posso me realizar, pois farei aquilo que gosto, lerei aquilo que gosto, são tantas coisas que eu gosto.

O sentido da realização não pára. Porém perder tantos anos fazendo isso e aquilo, fazer aquilo e isso, repetir e fazer aquilo de novo. Estou moldada em pensamentos, profissionalmente. Estou moldada e não posso sair do padrão, para sair é uma longa burocracia, um longo bate boca com minha cabeça que anda tão confusa lutando contra e lutando a favor.

Pensei nas coisas boas que eu poderia escrever para vocês, pensei em tantas palavras que poderia dizer e  depois ficar guardado no coração de vocês. Mas vocês também estão moldados ao dinheiro. Estamos moldados ao dinheiro. Estudamos para ganhar mais dinheiro, é este o pensamento de todos. Trabalhamos e participamos de treinamentos para ficarmos melhores que os outros, assim nos tornamos competitivos e ganharmos mais dinheiro que os outros.

Estou tomando uma certa antipatia pela competição. Vejo tantas coisas erradas. Eu sou uma coisa errada. Eu sou prova do que acabei de dizer.

Dois pensamentos a mais que tenho para dizer. Um ruim e outro bom.
O ruim é que tem muitas pessoas que sabem que também não estão bem, e não se encontraram na sua carreira profissional ainda como realizados, e se fazem de cegos.
O bom é que eu não sou cega. Eu quero fazer de mim uma profissional realizada, o sucesso seria uma consequência, não almejo ele.

Obrigada,
Juliene Tesch

quarta-feira, novembro 14, 2012

Se foram os raios

raio | s. m.
1ª pess. sing. pres. ind. de raiar
1. Fluido eléctrico que se desprende da nuvem electrizada.
2. Faísca, corisco, centelha.
3. Jacto de luz.

Estava eu em busca de palavras, frases, pensamentos e atos que pudessem transparecer aquilo em uma conversa rápida de boa noite, mas você por algum acaso não quis que minha tristeza da saudade o incomodasse. 

Muito "sim" incomoda e um "não" dói, mas passa, vai passar, passará. Sim passará. É como a tempestade de ontem, a qual me deu medo dos jatos de luz que quase me deixaram cega quando voltava para casa. 

É, e eu que voltava para casa pensando em como te dar boa noite em meio àqueles raios barulhentos.

Trsite sim, triste ism. Dormi triste. Dei o primeiro boa noite, e lhe trouxe felicidade, o segundo boa noite me deixou inquieta e quando os raios se foram, te dei o terceiro boa noite, e neste eu dormi sem ter falado sobre as palavras, frases, pensamentos e atos que busquei para transparecer aquilo que em uma conversa rápida de boa noite poderia acontecer.

Juliene Tesch
@JulieneTesch

sexta-feira, setembro 21, 2012

TEXTO FORA DE FOCO



A pessoa Vai ficar alegre assim que algo inesperado na vida dela acontecer. Mas a pessoa já está feliz só de pensar que isso pode acontecer.

B: __ O que é?
A: __ Nem eu sei

Quem poderá ser feliz se algo inesperado acontecer?

A: __ Simples!
B: __ Como simples?
A: __ Muito simples, basta que algo seja muito bom!
B: __ E se não for?
A: __ Se para ficar feliz basta que algo inesperado aconteça, não espere que seja ruim!

A pessoa para ser feliz basta sorrir, este é o momento tão esperado e inesperado que as pessoas imaginam acontecer.

B: __ Não tão simples...
A: __ Claro que é simples!
B: __ Não mesmo!!!
A: __ Vamos explicar:
           
Como diz MOTA, Marcelo Marques:
“A sensação de bem-estar que sentimos é causada pela liberação de endorfina produzida pelo nosso cérebro, que contribui para um melhor batimento cardíaco, ajudando na circulação sanguínea. Portanto, quando escutamos que sorrir é o melhor remédio, isso não é utopia, existe uma explicação científica para essa afirmação.”

B: __ Isto está explicado muito cientificamente. O que você disse é que a pessoa espera acontecer um momento inesperado, e que esse momento é apenas um sorriso.
A: __ Sim! [reposta respondida por um breve sorriso]
B: [pensou; esticou os lábios por um breve sorriso]
     __ Entendi.

Juliene Tesch
@JulieneTesch

quarta-feira, março 28, 2012

Um encontro com um lindo Príncipe

Então... Aconteceu e foi assim, meio sem entender mesmo, mas a gente já tinha entendido tudo.


Eu te conheci e quando eu o vi de verdade foi como se tudo iluminasse a gente. Mas posso falar? Eu estava com muita vergonha. Eu tinha medo de falar alguma coisa e você não gostar. Sei lá! Tipo... achar que eu não era a verdadeira Juliene por causa do meu jeito que você nunca tinha visto ainda. Pensei tantas coisas. Na minha mente vinham milhões de palavras para escolher e poder falar, mas nada que fosse certo. Jesus!! Quanto sofrimento para completar uma frase inteira. Você super descontraído, e eu só o admirando com suas conversas e zoações à nossa querida amiga. Eu ficava imaginando, como poderia estar gostando tanto de alguém que estava tão longe de mim e por que tinha de ser de alguém que iria ficar tão longe de mim. 

A vida e Deus parecem estar me arrumando muitas coisas legais para minha caminhada, e você está sendo uma das mais legais, pois eu nunca tinha ficado assim tão boba com alguém e nem escrito sobre alguém. Na verdade, eu tinha um medo muito grande que as pessoas me magoassem e eu acabava sendo fria e seca nas minhas palavras, expressões e sentimentos, eu afastava mesmo a pessoa de mim. Mas depois de um tempo eu fui pedindo a Deus que mudasse essa minha cabecinha e que me desse a oportunidade de conhecer alguém legal que eu pudesse gostar muito. Fico me perguntando, será que é você?

Quando eu falei que você poderia dormir lá em casa, eu falei muito sério, pois eu queria te ver muito, talvez até mais do que você queria me ver. Afinal, a quanto tempo a gente já conversava pelo facebook? Sei que no final eu já nem cobrava tanto mais a sua vinda, só dizia que queria muito te ver e mesmo assim eu pensava estar te enchendo a paciência. Desculpa se te perturbei tanto assim, na verdade eu não costumo ser assim sempre, só sou ansiosa e consigo me controlar um pouco com chocolate. Foi um pouco estranho eu chamar você para dormir lá em casa, primeira vez que a gente se via e tal, mas se não fosse assim, quando a gente se veria? Não é mesmo? Então, quando você chegou na minha casa, tentei te deixar a vontade, mas não estava conseguindo, eu sei, eu sou meio travada para essas coisas de deixar a pessoa a vontade, "eu não sou boa nisso".

Difícil de entender o momento em que eu te beijei pela primeira vez. Era pra ser mesmo aquela hora? Eu não sei, mas eu curti. Você estava inseguro, envergonhado de estar em um ambiente que nunca tinha visitado antes e com pessoas que sempre me protegeram de tudo e de todos. Eu te beijei para que se sentisse melhor e se sentisse menos vergonhoso. Eu tremia, queria disfarçar, mas notei que você também tremia, então peguei na sua mão e senti que você se acalmou e eu também. Naquela noite rimos de algumas cenas do filme que estávamos assistindo (pouco), conversamos sobre nós dois, nos beijamos e fomos dormir, cada um em um quarto, uma pena... Meu corpo me pedia para dormir ao seu lado.

Tudo foi lindo! Eu não esquecerei. Não esquecerei do beijo que te dei, dos primeiros abraços, dos primeiros elogios e carinhos que dei na sua pele, da sensação de fogo que não queria parar de arder, da calma da ansiedade que eu não queria perder, do medo que sentia dos meus pais saírem do quarto e ver a gente se beijando (afinal eu falei com eles que você seria só um amigo que precisava de um teto e uma cama macia para passar a noite e poder me visitar. Mas penso que eles não acreditaram em mim), e aquela hora em que minha avó feito uma fantasminha veio ligar a luz do corredor, quando lembro acho muita graça e fico rindo alto. Não esqueceria dos momentos tão lindos e gracinhas que ficamos juntinhos.

Obrigada pelos lindíssimos momentos meu lindo príncipe romântico. Quero ter muitos outros encontros com você e sermos sérios um com o outro e românticos e engraçados um com o outro também. Eu estou gostando muito muito muito de você, porque você não sai dos meus pensamentos e dos meus sonhos dia e noite.


Beijos lindos, românticos, calientes, carinhosos e um monte mais...


Juliene Tesch
@JulieneTesch

segunda-feira, março 19, 2012

Gregórios

Ahh é verdade... Além do Gregório há na vida outros Gregórios. Mas fico pasma com especialmente com este Gregório.

Ele consegue me fazer rir sem tentar.

---

bernardo
A situação era desesperadora. Todos estavam certos de que tinham chegado ao fundo do poço. E eis que ouve-se, ao fundo, a voz de Bernardo Jablonski: "Calma, gente, podia ser pior." Todos se viram para ele, esperando ansiosamente a continuação da frase. E ele: "Não me ocorre nada agora, mas podia". E esse era o Bernardo: uma voz sempre calma e irreverente, equilibrando perfeitamente acidez e afeto, senso crítico afiado e um profundo amor à vida. Quando gostava de alguém, trazia a pessoa para perto, pela vida toda. Era muito bom ser gostado pelo Bernardo. Fazia a gente gostar mais da gente. E talvez por isso ele seja tão amado. Porque ele amava, profundamente, a vida, o teatro e todos nós.


Texto extraido do blog do Gregório Duvivier - Rua Caio Mario


o meio de todas as coisas
entre o fim do começo e o começo
do fim toda coisa tem uma massa
inerte feito ponte pela qual
passamos distraídos – ou não:
os astecas sentiam chegar o exato
momento do meio da vida – o meio
do meio da vida, o momento em que
o que já vivemos é exatamente
igual ao que ainda não vivemos
– e nesse momento preciso o mais
comum dos astecas sentia uma súbita
e inexplicável vontade de tomar um trem
mas como ainda não o tinham inventado
ele acabava por entristecer-se
(daí a tristeza, essa vontade de algo
que ainda não inventaram)

(A Partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora, 7Letras, 2008)


Sobre construir janelas
(para Paulo Henriques Britto)

Erguer antes de tudo uma parede –
a parede no caso é importantíssima,
pois as janelas só existem sobre
paredes, as janelas sobre nada

são também nada e não são sequer vistas.
Em seguida quebrá-la até fazer
nela um grande buraco, não maior
que a parede, pois precisamos vê-la,

nem menor que seus braços – as janelas
sobre as quais não se pode debruçar
não são janelas, são buracos. Pronto.

Ou quase: agora basta construir
um mundo do outro lado da parede,
para que possas vê-lo, emoldurado.



Gregorio Duvivier é ator, poeta, nasceu no dia 11 de Abril de 1986 e mora na Gávea. É formado em Letras pela PUC-Rio, embora nunca tenha ido buscar o diploma. Seu primeiro livro, “A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora” foi publicado pela 7Letras. Era para ser um livro póstumo, mas para isso era necessário que ele morresse. Como Gregório tem pavor de gilette e de grandes alturas, seu próximo livro só será póstumo se deus quiser e contribuir com um acidente de carro ou uma pneumonia.


------
Já deu pra perceber que gosto de textos um pouco sem noção, mas que são capazes de fazer nós percebermos o quanto somos inteligentes e o autor mais ainda...

Eu viajo nos textos e poesias do Gregório. Ou seja, eu adoooooro. Por isso publiquei trêsDeVez.

E isso é tudo pessoal!
Beijos

Juliene Tesch
@JulieneTesch