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terça-feira, agosto 27, 2013

Com você sem você

com você me sinto completo
sem você sou eu meio
com você sou realizado
sem você fico agoniado.

com você tudo é tão belo
sem você nada é tão sincero
com você vivo por completo
e a cada minuto te espero
para não ser meio.
e sim completo.


William Lopes
+William Lopes 

sexta-feira, julho 26, 2013

Poema em Linha Reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. 
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. 
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos, 
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo? 
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? 
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza. 
(Fernando Pessoa como Álvaro de Campos)

sexta-feira, julho 12, 2013

sobre a exaustão das retinas

ja não me diz nada um por do sol em cancun
e um coqueiro em alto-mar já vagou por protetores
de tela demais para me causar qualquer sensação
de bem-estar; os casais parisienses que habitam
calendários já não me dão sequer vontade
de ir a paris assim como não me comovem
mais as crianças de sebastião salgado nem
a menina que foge do ataque do napalm
e que em breve estampará cangas e biquínis;
as imagens estão gastas e não há nenhuma

que erga pontes como a palavra que.

Gregório Duvivier

sexta-feira, julho 05, 2013

Um texto da poesia

Muitos dizem que não gostam de poesias, dizem que odeiam alguém declamando e algumas simplesmente se sentem indiferentes dos versos lindos. Tolos, imbecis, não sabem que a própria vida é uma poesia. Não convivem com ela, então não compreende o que eu digo.

Nosso William Shakespeare já dizia que "a vida é uma história contada por um idiota", os idiotas somos nós, que fazemos da vida momentos de ações repartidos em fases impondo seus sentimentos. Recitamos todos os dias uma poesia sem falar dela. Você voa e não sabe onde está, você sente a brisa, você sente o calor, mas não a sente em volta, torneando os seus pensamentos, simplesmente vive o momento poético.

Música, nada mais que as músicas podem te fazer entender melhor o que acabo de dizer. 

A música é apenas o silêncio da poesia da vida que foi quebrada. Encheu de som, o silêncio se cansou e resolveu extravasar e escapou as rimas e escapou o seu sentimento num som poético.


À descoberta do amor
Ensaia um sorriso / e oferece-o a quem não teve nenhum /
Agarra um raio de sol / e desprende-o onde houver noite. 

Descobre uma nascente / e nela limpa quem vive na lama. 
Toma uma lágrima e pousa-a em quem nunca chorou. 
Ganha coragem e dá-a a quem não sabe lutar. 
Inventa a vida / e conta-a a quem nada compreende. 
Enche-te de esperança / e vive á sua luz. 
Enriquece-te de bondade e oferece-a a quem não sabe dar. 
Vive com amor e fá-lo conhecer ao Mundo.

(Mahatma Gandhi)



Se tu amares profundamente, não suportarás a dor da perda
(Julieta Cappuleto - Shakespeare)



É assustador como tudo pode dar errado tão rápido.Ás vezes,precisamos de uma grande perda,para nos lembrarmos do que realmente importa.Ás vezes,ficamos mais fortes.Mais sábios,e melhor equipados para o próximo desastre.Só que,às vezes,nem sempre.
(Meredith Grey)


Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
(Fernando Pessoa)




"Sede como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas."
(Victor Hugo)

O poeta nos diz que Quem passou pela vida em branca nuvem e em plácido repouso adormeceu. Quem não sentiu o frio da desgraça, quem passou pela vida e não sofreu. Foi espectro de homem, não foi homem. Só passou pela vida, não viveu.

Viver a poesia de cada dia é encontrar até nos momentos ruins a essência de nossas vidas. Abra os olhos, e enxergue a partir de agora a poesia que há em seu caminho.

Juliene Tesch

sexta-feira, junho 28, 2013

Volte pra mim

Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

(Vinícius de Moraes)


sexta-feira, junho 21, 2013

Quem é esse?

Quem é este que ouve as minhas falas,
lê minhas palavras,
me sente e me abala?
Quero ser deste,
o sentimento me avassala.

Quem é esse?
Quero esse, quero sim!
E quero agora!
Quem é esse que vem, que espero e que quero?
Eu quero, quero esse!

Quem é? Vem?
Você é esse que eu tanto sinto
Traga uma taça de vinho tinto
Seco ou suave, o que preferir
Eu quero entrar no seu labirinto
E sentir seu carinho 
E sentir apenas

Quem é esse que me tortura
ao tocar minha cintura,
tocar meu ombro, minhas mãos.
Óh meu Deus!
É quase travessura,
ao me tocar com mais brandura.

A esta margem eu já sou sua,
E não quero que o momento termine agora,

O luar não há, eu sou sua.

Juliene Tesch
+Juliene Tesch 

segunda-feira, abril 08, 2013

Nosso Cenário Ideal


Sua face de timidez, um sorriso encantador
Não poderia jamais se esconder, na sombra da lua,
as luzes da cidade, não foram capazes de esconder, o brilho dos seus olhos verdes,

Eu queria esconder o que realmente queria te mostrar, por orgulho ferido ao longo dos anos...
Anos que devo esquecer. É no meio que começamos nossa parte 2*.

Devemos terminar o roteiro? Sem meio sem fim,
devemos deixar os anos como parte do nosso cenário ideal.

Nós dois fazendo o permitido, foi presente de Deus,
testemunhamos o passar do tempo, mas não perdemos nosso destino
Deixem aos críticos na primeira fila da nossa vitoria, brindemos a vida.

Devemos terminar esse roteiro? Desse filme sem meio e fim.
Devemos deixar os anos como parte do nosso cenário ideal.

E que nosso inicio jamais tenha meio e fim.
Não podemos esperar até amanhã, seja aqui e agora
Nosso cenário ideal.

William Lopes

Que bom despertar suas palavras, adoro ver alguém gostar de escrever e expor sentimentos no formato mais bonito.

A poesia por não ter rima me deixa com vontade de transforma-lo num texto para um romance. Porém da forma que está, é a melhor forma de transmitir seu sentimento para mim. A melhor que já li.
---
Juliene

segunda-feira, abril 01, 2013

Vou pedir-te uma benção

Vou pedir-te a benção mais uma vez, Senhor
Uma benção para alegrar o meu amor
Outra benção de tanto amar o meu amor

Vou pedir-te uma benção meu Deus
E agradecer-te de tudo o que me deu
Não deixe que algum dia exista adeus
É que o meu amor foi o Senhor que meu deu

Peço-te Senhor
Cuida do meu amor
Protege o meu amor
Livra-o da dor e do terror

Não sei a melhor forma de agradecer, Senhor.
Sei que estou amando da forma de ser
E que sou
Sei que ao anoitecer logo penso no amanhecer
Foi o que me restou

Peço-te meu Deus
Protege o meu amor
Livra-o da dor e do terror
Cuida do meu amor
Enquanto estiver longe, tão longe... Cuida dele, Senhor.

Juliene Tesch
@JulieneTesch

segunda-feira, março 11, 2013

Estar com você


Estar com você 
é estar em queda livre
queda livre intensa
num penhasco conhecido e viciante.

Estar com você
é intenso como a chama que arde
em minha pele quando estou longe
dos meus sentidos e razões

Estar com você
é como sentir todas as dores do mundo
é estar anestesiado
é estar protegido

Estar com você
é único, é rápido, é ligeiro
como a palavra que cura
a palavra que livra
a palavra que vibra
é estar com você.


William Lopes





-------- Meu amor, fez pra mim, só pra mim... Muito lindo!!
Te amo de mais, meu William.


Juliene Tesch
@JulieneTesch

segunda-feira, março 04, 2013

Presságio


Ahh o amor

 O AMOR, quando se revela,
 Não se sabe revelar.
 Sabe bem olhar p'ra ela,
 Mas não lhe sabe falar.

 Quem quer dizer o que sente
 Não sabe o que há de dizer.
 Fala: parece que mente...
 Cala: parece esquecer...

 Ah, mas se ela adivinhasse,
 Se pudesse ouvir o olhar, 
 E se um olhar lhe bastasse
 P'ra saber que a estão a amar!

 Mas quem sente muito, cala;
 Quem quer dizer quanto sente
 Fica sem alma nem fala,
 Fica só, inteiramente!

 Mas se isto puder contar-lhe
 O que não lhe ouso contar,
 Já não terei que falar-lhe
 Porque lhe estou a falar...


Fernando Pessoa – 24/04/1928

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Os Beijos



O primeiro beijo, lembro-me bem.
Eu sentei ao seu lado
E no momento adequado
Eu beijei-te um beijo acanhado.

O segundo beijo, lembro-me também.
Você sentindo-se menos envergonhado
Deu-me a resposta do beijo acanhado:
Um beijo bem beijado.

O terceiro em diante, eu os marco além.
Além de assinalados,
São beijos apaixonados
São beijos acariciados,
Beijos amados, agitados, arrebatados,
Beijos assanhados, humorados, julgados,
Beijos fraseados, rosados, sem pecados.

Poderia passar dias e noites empregando adjetivos para um beijo que tem... [humm]
São beijos, você sabe meu bem.

Juliene Tesch
@JulieneTesch


segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Soneto de Fidelidade - Vinicius de Moraes (...)

(...) E da minha fidelidade



Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure. 
(FIM)

(MINHA CONTINUAÇÃO)
(...)
Que dure para sempre...
Amém.

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Também "Quero"



Li e escrevi para você, meu amado.
Escrevi versos de Andrade, 
o alienado.
Alguns versos dramáticos,
outros bem humorados.
Nós rimos e achamos graça de tudo,
mas você entendeu o recado?

Juliene Tesch
@JulieneTesch


Quero


Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida

de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao dizer: Eu te amo,
dementes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de ama-me,
que nunca me amaste antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

Carlos Drumond de Andrade

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Quintana


Poeminho do Contra

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
 

Mário Quintana (Prosa e Verso, 1978)

terça-feira, dezembro 18, 2012

E agora, José?

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?

Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, proptesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,

a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia

e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;

quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.

José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você consasse,
se você morresse....

Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!

José, para onde?

quarta-feira, dezembro 12, 2012

quinta-feira, novembro 29, 2012

Vou-me Embora pra Pasárgada


Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

Texto extraído do livro "
Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

quinta-feira, novembro 01, 2012

Susto

susto | s. m.
1ª pess. sing. pres. ind. de sustar
1. Medo profundo e repentino; sobressalto.
2. Terror.


Quem nunca levou um susto?
Susto de susto, sustos dados, choros chorados
Medo aprofundado, sentir-se acoado
Coisa repentina que o pensamento buzina
O susto fascina.

O susto fascina, mas o surto não.

O surto do susto, é que acoa
Pensamentos tarnam-se mais pensantes
Mais ousantes e errantes

Não surte com o susto.




Juliene Tesch
@JulieneTesch

sexta-feira, agosto 17, 2012

Simpatia

Que é - simpatia

Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.

Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.

Simpatia - meu anjinho,
É o canto de passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'agosto
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é quase amor!

[Casimiro de Abreu]

segunda-feira, agosto 06, 2012

Momentos numa vida de amor

O amor é uma vida,
Uma vida cheia de momentos.
Momentos simples,
Momentos vividos,
Momentos mistos,
Momentos de momentos.

Com um amor você preenche a vida,
Preenche a alma,
Preenche os momentos,
Esquece o estresse,
Esquece a dor física,
E esquece os acento.
E lembra da vida
Um tanto vivida
Com tantos momentos.

O meu amor me presenteia com momentos,
Momentos simples,
Momentos de amor,
Momentos de alentos.
Quando o meu amor vem, a vida fica cheia de acontecimentos,
Momentos que quando acabam eu não me aguento.

Não posso ficar sem momentos,
Não posso ficar sem amor,
Não posso viver sem um firmamento,
Firmamento que chamo de amor.
Um momento sem momento, não é um momento.
Um amor, sem amor não é amor.
Um momento sem amor não é vida, pois não tem valor.
Um amor só tem valor quando o momento é a vida que se faz com amor.

Juliene Tesch
@JulieneTesch